5.6.11

Recriar a partir da obra de arte (1)



A proposta era não ficar passivo a fruir uma obra de arte mas reagir criativamente à mesma. Eis alguns exemplos da reacção à audição Tubular Bells, de Mike Oldfield.

Desenho da Susana (10ºH)



Desenho do Rúben (10ºO)

24.5.11

Frases incandescentes #4




"A penalização por não participares na política, é acabares a ser governado pelos teus inferiores"- (Platão)

Um caso recente de desobediência civil

http://carnetdeparo.blogspot.com/2011/05/desobediencia-civil-un-peterloo-en.html

23.5.11

Matriz do 5º teste

Seguem-se os conteúdos programáticos do quinto teste, bem como o material pelo qual deverão estudar. Os objectivos que deverão orientar o vosso estudo são aqueles que foram sendo fornecidos em cada aula, após o sumário. Não se esqueçam que este é um teste particularmente importante…

- Uma teoria consequencialista: a ética utilitarista de Stuart Mill
(p. 120-126 do Manual)

- Dimensão ético-política (conceitos)
(Ver neste blogue; p. 134 do Manual)

- Legitimação da autoridade do Estado, segundo Aristóteles
(Ver neste blogue; pp. 144-146 e p. 150)

- Legitimação da autoridade do Estado, segundo John Locke
(pp. 151-156 do Manual)

- Desobediência civil e objecção de consciência
(pp. 165-167)

- Estética, experiência estética (tipos) e juízo estético
(Fichas)

- Categorias estéticas
(Fichas)

- Objectivismo estético de Platão e subjectivismo estético de Kant
(Fichas)

16.5.11

TEMAS DOS TRABALHOS DO 3º PERÍODO

NOTA: Os trabalhos não poderão ter mais de duas páginas e só poderão ser feitos por alunos com nota igual ou inferior a 10 valores. Só serão aceites trabalhos até ao final de Maio.


Estrutura geral dos trabalhos (consultar também o guião facultado pelo professor):

Introdução – razões da escolha do tema do trabalho.
Desenvolvimento – resultado da pesquisa; argumentação (defesa de uma tese ou opinião fundamentada com argumentos); utilização de citações.
Conclusão – resumo de tudo o que foi desenvolvido.

Temas possíveis

I

Guerra - ver o vídeo Vizinhos (1952), de Norman McLaren, no youtube. Hipótese de Conclusão: apresenta possíveis soluções para a guerra a partir dos «critérios valorativos transubjectivos».

Pobreza – ver o documentário Las Hurdes – terra sem pão, de Luís Buñuel, no youtube – o vídeo tem 3 partes. Hipótese de Conclusão: apresenta possíveis soluções para a pobreza a partir dos «critérios valorativos transubjectivos».

II

- Os direitos humanos e a globalização
- Os direitos das mulheres como direitos humanos
- A responsabilidade ecológica (ver o documentário Os respigadores e a respigadora; pedir ao professor.)
- A manipulação e os meios de comunicação de massas (ver o filme The Truman Show)
- O racismo e a xenofobia (ver o filme O ódio)
- O voluntariado e as novas dinâmicas da sociedade civil (a partir de uma entrevista a uma instituição de voluntariado; Rato, etc.)
- A obra de arte na era das indústrias culturais (leitura de pequeno ensaio de Walter Benjamin)
- A dessacralização do mundo e a perda do sentido
- A paz mundial e o diálogo inter-religioso (ver abaixo «sobre a diferença»)
- A amizade ou importância dos outros (ver e comentar o filme de animação A árvore e o gato, de Yevgeny Sivokon, no youtube).
- O sentido da vida (ver e comentar o filme de animação Quest, de Tyron Montgomery, no youtube.
- O sentido da vida (ver e comentar o filme de animação Sonhos: a aldeia dos moinhos de água, de Akira Kurosawa, no youtube - o filme tem duas partes)
- Sobre a diferença: ler e comentar o livro de BD Silêncio ou ver e comentar o vídeo de animação Adágio 2000, de Gerry Bardin, no youtube.
- Vários: leitura e comentário sobre os 10 Quebra-cabeças para 2009 (Visão de 25-31 Dez. 2008, pp. 48-9), com base na matéria dada.

III

Sobre um capítulo de um livro/temas:

d’ As cidades invisíveis:
as cidades e o desejo (ver também vídeo de animação Rhapsody in Blue, de Eric Goldberg, no youtube)
s cidades e a memória
as cidades e os mortos
as cidades e o céu
as cidades e os olhos
as cidades e as trocas

de Palomar:
Palomar na praia
Palomar vai às compras
Palomar na sociedade
As meditações de Palomar, etc.

de Sidarta (sobre a procura do sentido da vida)

de O Velho e o mar (livro ou youtube: sobre a dignidade humana)

de Fernão Capelo Gaivota (sobre a liberdade/autonomia)

14.5.11

Música da semana #7



Uma orquestra composta por músicos de muitas nacionalidades que cruzam vários estilos e tradições musicais (árabe, rock, dança, jazz, pop, clássica). Uma forma de fazer a paz.

23.4.11

Frases incandescentes #3

Cada um contribui com a sua pequena acha para a fogueira que ilumina o mundo. (Pascal Quignard)
Pascal Quignard (1948)

21.4.11

Welcome (2009) - um filme de Philippe Lioret



Bilal é um rapaz curdo de 17 anos, vindo do Iraque. Depois de ter atravessado a Europa para se juntar à namorada em Londres, está retido em Calais, no norte de França, entre outros emigrantes ilegais. Separam-no da namorada 32 quilómetros e o Canal da Mancha. Bilal está disposto a nadá-los, mas não sabe nadar. Terá a ajuda de um antigo campeão de natação, também ele com problemas...

(Filme completo no youtube)

20.4.11

A concepção da origem natural (Aristóteles)

1. O Estado tem origem numa tendência natural do homem para viver em sociedade (sociabilidade ou «vida política»).

1.1 A sociabilidade tem origem nas necessidades inatas do homem: autopreservação (necessidade de sobrevivência do indivíduo, de segurança e de vida com qualidade ou «vida boa») e reprodução (sobrevivência da espécie).

a) A necessidade de autopreservação (segurança, produção de alimentos) deu naturalmente origem à relação senhor-escravo (precisam das qualidades um do outro).

b) A necessidade de procriação deu naturalmente origem à relação macho-fêmea (precisam das qualidades um do outro).

c) A segurança de ambos os elementos dos pares sociais (senhor-escravo, macho-fêmea) legitima o poder do mais forte.

1.2 Processo de formação do Estado (Cidade-Estado): Família (formada de acordo com a natureza; função: satisfazer as necessidades quotidianas) Þ Aldeias (formada por várias famílias; função: satisfazer outras carências – transacções económicas, etc.) Þ Cidade-estado (formada a partir de várias aldeias, caracterizada pela auto-suficiência; funções: satisfazer todas as necessidades dos cidadãos – preservar a vida; garantir a «vida boa»).

1.3 Função última do Estado: O Estado (Cidade-Estado) é a finalidade natural do homem: o homem só se realiza enquanto homem, só atinge o seu desenvolvimento máximo, em sociedade: se não viver em sociedade estará abaixo do homem (bicho) ou acima (Deus), mas não será homem.

Dimensão ético-política (conceitos)

Política

Em sentido geral, é tudo aquilo que diz respeito à vida em sociedade (provém de «pólis», palavra grega para «cidade»). Neste sentido todo o ser humano é político (ainda que apartidário, ou seja, sem partido político). (Ex.: «O ser humano é um animal político»)

Em sentido particular, é a arte de governar um Estado. (Ex.: «Aquele ministro é um bom político». É portanto uma prática e não uma teoria. Uma prática que só será legítima se estiver de acordo com a Constituição e/ou o Direito do país.

Estado

Em sentido estrito, é o conjunto das instituições (políticas, jurídicas, militares, administrativas, económicas) que organizam uma sociedade num determinado território. (Ex.: O parlamento é uma das instituições mais importantes do Estado português.)

Em sentido lato, é uma sociedade organizada politicamente, composta por essas instituições, o povo e o território. (Ex.: O Estado português.) Ao povo também se chama sociedade civil.

Sociedade civil

É a parte da sociedade que não está directamente ligada ao poder (seja ele político, militar ou jurídico). É o conjunto de cidadãos comuns que estabelecem entre si relações económicas e de solidariedade. Ex.: A sociedade civil participou nesta manifestação de forma massiva.

Direito

Conjunto de normas e/ou leis que regula a vida pública de uma sociedade. Essas leis estabelecem o que deve ser feito para a sociedade funcionar e os castigos ou penas que devem ser aplicados a quem não as cumpre. Nasceu da necessidade de regular ou rectificar as relações entre os homens e de garantir que todos os cidadãos são iguais (perante a lei) e garante a sobrevivência do Estado. (Ex. O Direito pune quem se apropria de um bem alheio)

Justiça

É a aplicação do Direito de forma a garantir a igualdade ou a equidade entre os membros de uma sociedade. Igualdade: «A lei é igual para todos». Equidade: «Devemos oferecer a cada um o que lhe é devido». (Ex.: Ao prender-se o ladrão, fez-se justiça)

Estado de Direito

É todo o Estado que garante a justiça ou a aplicação da Lei de forma justa e sem interferir na esfera do privado ou com a liberdade política. Ou seja, um Estado de Direito é um Estado com poder limitado (Locke), no qual a Lei expressa a vontade geral (e não da classe dirigente) e no qual o cidadão não sente a sua liberdade ameaçada, por ter de obedecer à Lei (Rousseau). (Ex.: Um país em ditadura não é um Estado de Direito.)

Liberdade política

É a liberdade que se tem enquanto cidadão de uma determinada sociedade: liberdade de expressão, de voto, de movimento, de reunião, etc.