28.11.10

Uma revolução nas escolas?



Na sequência do tema da última mensagem, publico outra conferência de Ken Robinson sobre a escola do futuro. Que dizes ao que ele diz?

(Escolhe o idioma «português» na barra inferior ao filme.)

19.11.10

Esclarecimento de dúvidas

Ao estudares mais intensamente para o teste, poderás socorrer-te de novo das dicas que te dei para o anterior: basta clicar nas etiquetas/secções da barra do lado direito do blogue «metodologias» e «testes». Poderás levar para o teste os «articuladores de discurso» presentes na secção «metodologias».

No espaço dos comentários que dá pelo título «gota(s) de água», abaixo desta nota, poderás colocar as dúvidas que forem surgindo no teu estudo para o teste. Estes eventuais esclarecimentos de dúvida não substituem o esclarecimento em aula. De qualquer modo, por uma questão de tempo, só esclarecerei as dúvidas que forem colocadas até 48 horas antes do teste.

Matriz do 2º teste

Seguem-se os conteúdos programáticos do segundo teste, bem como o material pelo qual deverão estudar. Os objectivos que deverão orientar o vosso estudo são aqueles que foram sendo fornecidos em cada aula, após o sumário.

- Características da Filosofia (autonomia)
(Texto-ficha «O Uso autónomo da razão»; Eventuais apontamentos do Caderno Diário)

- Distinções entre os saberes do Senso Comum, da Ciência e da Filosofia
(Ficha de preenchimento sobre o tema; Eventuais apontamentos do Caderno Diário)

- O Discurso e os instrumentos lógicos
(Ficha de preenchimento sobre o tema; Eventuais apontamentos do Caderno Diário)

- Análise do texto argumentativo (estrutura/elementos)

Atenção: deverás saber definir e/ou caracterizar cada um dos elementos do texto argumentativo: tema, problema, tese, argumentos, objecção, refutação, conclusão ou retoma da tese.

Textos a analisar: Texto de Karl Popper: Actividade 1.19; Texto de Nigel Warburton «Porquê estudar Filosofia?»: Manual, p.37; Texto sobre o vegetarianismo: Ficha diagnóstica)

(Fichas de actividades 1.15, 1.16, 1.19; Eventuais apontamentos do Caderno Diário; Manual: p.22)

- Elaboração de um texto argumentativo
(Caderno Diário; Fichas de actividades 1.15, 1.16, 1.19)

18.11.10

Articuladores de discurso

As palavras e as expressões que habitualmente se designam por articuladores ou conectores têm a função de encadear as ideias de um discurso, conferindo-lhes uma relação de sequencialidade, uma coerência, uma lógica. É importante que os saibas usar, para que os teus textos (em testes, fichas ou trabalhos) sejam compreensíveis para quem os lê.

Assim, num discurso, se pretenderes:

Justificar/Argumentar
Porque, visto que, já que, uma vez que…

Opor (uma ideia/tese a outra)/Objectar
Mas, porém, todavia, contudo, no entanto, aliás…

Ressalvar
É certo que, é sabido que, apesar de, não obstante, como é sabido…

Refutar (a seguir a uma ressalva ou objecção)
Ainda assim, mesmo assim, mas…

Reforçar (uma ideia)
De facto, efectivamente, com efeito, do mesmo modo, pela mesma razão, igualmente, de novo…

Concluir
Logo, consequentemente, pois, assim, deste modo, em consequência disto, portanto, resumindo, concluindo, em conclusão (quando se trata de uma enumeração finalmente, por fim)

Comparar/Relacionar
Por um lado… por outro; pelo contrário; diferentemente; enquanto…

Exemplificar
Por exemplo, como é o caso…

Acrescentar
Também, bem como, além disso, ainda…

Explicitar/Esclarecer
Ou seja, isto é, dito de outra maneira, melhor dizendo…

Apresentar alternativas
Ou.. ou, seja… seja, quer… quer, alternativamente, em alternativa…

Apresentar uma situação condicional
Se… então; na medida em que… também

15.11.10

Música(s) da semana #4



O multinstrumentista Andrew Bird mostra como faz a sua música de sobreposições no seu loop sation. Vale a pena escutar os três temas.

13.11.10

Carta dirigida a seres extra-terrestres - "Sobre os Seres Humanos"

Os seres humanos são um mistério para si próprios. Apareceram neste mundo sem saber a razão da sua existência, nem o motivo para cá estarem.
Estes têm vindo a aperfeiçoar-se ao longo do tempo, a evoluir e a tentar descodificar “o que fazem aqui”.
Na verdade todos nós desconhecemos o motivo da nossa existência, sabemos apenas que é necessário estudar, aprender, trabalhar para termos as nossas necessidades básicas asseguradas, mas independentemente disso todos sabemos que de uma maneira ou de outra, vamos acabar por morrer. Mas será esta a finalidade da nossa existência? Não sabemos, o único objectivo que nos é transmitido, é a ideia de ter mais e melhor; ter dinheiro, para o tempo em que estivermos vivos, usufruirmos de luxo e conforto. Prazeres materiais. Mas será isso o mais importante?
Não, para mim o mais importante é o amor, os sentimentos, a relação que temos com os outros, a entreajuda, a fraternidade, a felicidade. Para mim essa é a grande razão da nossa existência, aprender a amar cada um com as suas qualidades e defeitos. Tornando-nos perfeitamente imperfeitos. A vida é a bênção do sentir. Ser feliz. Ter sentimentos. É como umas férias, onde nos é dada a oportunidade de sermos felizes.
Com um sorriso,
Para todos os seres do outro mundo.



escrito por Andreia Dias Nº1 10ºA

11.11.10

Bolsa de valores sociais



E se investir na Bolsa não visasse o lucro. E se investir na Bolsa ajudasse os mais desfavorecidos. É isso que se propõe AQUI. Conversem com os vossos pais sobre isto.

10.11.10

Passatempo - vamos lá a participar TURMAS!


Junta-te aos teus amigos e participa no Passatempo Desafio Verde. Só têm de pensar num projecto amigo do ambiente e que ajude a escola a poupar. Já tens uma ideia? Então envia-nos os dados do projecto para: escolasdesafioverde@gmail.com
Depois é começar a trabalhar para essa ideia se tornar realidade. Corre, ainda há tempo! ;)

Mais informações e FICHA DE INSCRIÇÃO aqui

Como fazer um trabalho de Filosofia

1. Leituras e escolha do tema

1.1 Leitura de vários textos ou de uma obra/filme, etc.
1.2 Confrontar o que é lido com os interesses pessoais
1.3 Escolha do tema a desenvolver

2. Planificação

2.1 Contextualização do tema
• Ler pequenas biografias do(s) autor(es) que fala(m) sobre o tema
• Consultar dicionários de Filosofia (sobre o tema e conceitos afins ao tema)
2.2 Estruturação do trabalho
• Tirar apontamentos
• Fazer resumos
• Comparar apontamentos e resumos com o fim de estabelecer relações lógicas entre eles
• Esboçar o plano do trabalho (remodelável durante a execução)

3. Execução

3.1 Redacção do trabalho, segundo esta estrutura:

» Introdução
• Identificação sumária do assunto
• Razões da escolha do trabalho
• Identificação das partes do desenvolvimento
» Desenvolvimento do tema
• Análise e comentários de textos (com citações)
» Conclusão
• Conjunto de conclusões que se podem inferir a partir das partes do desenvolvimento

9.11.10

Músicas(s) da semana #3



Uma pequena pérola musical quase infantil.
Eis a letra:

Figure 8 is double 4
Figure 4 is half of 8
If you skate, you would be great,
if you could make a figure 8,
that's a circle that turns round upon itself.

Figure 8 is 2 times 4
4 times 4 is 2 times 8
If you skate upon thin ice,
you'd be wise if you thought twice,
before you made another single move.

8.11.10

O que é uma resposta correcta em Filosofia

É frequente, nas correcções dos testes, surgirem reclamações semelhantes a esta: «...mas professor, eu pus aqui tudo o que se pedia!», referindo-se o aluno à sua resposta cotada como incompleta ou errada. «Tudo o que se pedia», em Filosofia, é muito mais do que a mera enunciação de conteúdos, é a articulação coerente (gramatical e lógica) entre eles. Ou seja, a resposta tem que fazer sentido e esse sentido pode ser tão ou mais importante do que a listagem mais ou menos completa dos conteúdos.

Como exemplo do que acabo de dizer, segue-se uma resposta dada por um aluno (do qual, naturalmente, protejo o anonimato) no último teste e depois a resposta que ele quereria ter dado mas não deu.

UMA RESPOSTA DO TESTE

«A Grécia era considerada o centro do mundo, e também no comércio, um local onde se efectuavam trocas, e a linguagem era rigorosa e concreta também, sendo bem utilizada. A democracia iniciava-se com grande apoio do povo, A Grécia localizava-se na Europa com fácil acesso a qualquer parte do mundo. Eram também utilizados metodos matemáticos.»

O QUE ELA PRETENDIA DIZER E NÃO DISSE

No século VI a.C., a situação geográfica da Grécia era privilegiada: situava-se no centro do mundo mais desenvolvido da época, na confluência entre a Ásia, a Europa e a África. Estava dividida em cidades-estado e as suas praças públicas eram locais onde se praticava o comércio, trocando-se aí não só mercadorias, como também ideias (como as dos vizinhos egípcios, que influenciaram os gregos na matemática) e conhecimentos das culturas de outros países. Na Grécia de então estava a desenvolver-se a ideia de democracia, baseada no debate e na argumentação entre cidadãos livres, aspecto essencial para o desenvolvimento do pensamento. Além disso, o grego era uma língua que permitia descrições rigorosas, aspecto muito útil para a Filosofia.

7.11.10

A introdução das novas tecnológias nas relações humanas (2)

Piorou:

- Podem criar dependência;
- Os assuntos são mais superficiais e dispersos;
- As relações tornam-se menos directas, pessoais e humanas;
- O interlocutor pode ser ficcional e perigoso;
- Criou sedentarismo e provoca alguns problemas de saúde;
- Há mais intrigas e menos sinceridade.

É mais complexo:

- Se houver uma limitação do tempo de utilização as novas tecnologias não são nocivas;
- As novas tecnologias são boas, desde que sejam usadas com cabeça.

Melhorou:

- A comunicação é mais rápida, fácil e evita deslocações;
- Melhorou as condições de trabalho, e aquisição de bens;
- O mundo tornou-se uma aldeia global, pois pudemos falar com pessoas em tempo real;
- Temos mais acesso à informação;
- Se estivermos em perigo temos uma maior facilidade de ajuda.

(Resultado de um debate da turma O, do 10ºano)

4.11.10

A escola matará a criatividade?



Estás de acordo com Sir Ken Robinson? O que fazer para termos uma escola como a que ele idealiza?

Carta dirigida a seres extra-terrestres - "Sobre os Seres Humanos"

Caros Extra-terrestres:
Ficámos bastante intrigados com a vossa possível existência, e já há bastante tempo que vos procuramos.
Nós, os seres humanos, vivemos num planeta chamado Terra, no sistema solar da “Via Láctea”.
O ser humano é uma “máquina” incrível, capaz de criar qualquer coisa, capaz de fazer tudo para sobreviver. Sim, nós nascemos e acabamos por morrer, numa vida que dura nos máximos 100 anos.
O ser humano pensa de forma variada e é autónomo. Somos todos diferentes uns dos outros, todos com diferentes pontos de vista. Mas o ser humano não é um ser perfeito, e com as diferenças vieram os conflitos e as guerras. Neste momento, o próprio ser humano é capaz de se aniquilar a si próprio, acabando com a humanidade.
Duas das nossas principais questões são: “De onde viemos?” “Como é que tudo começou?”.
Esperemos que nos possam ajudar em alguma destas questões, ou podemos trabalhar em conjunto para as resolver.

Os vossos amigos,
Seres Humanos


escrito por Tiago Fernandes Nº26 10ºH

Questões radicais sobre um tema: o "Nada"

O “Nada”

- O que é o “nada”?
- O “nada” existe?
- Para que é que precisamos de uma palavra para uma coisa que não existe?
- Existirá alguma coisa que não exista?
- Se ao pensarmos, falarmos de uma coisa, essa coisa existe mesmo?
- Se encontrarmos alguma coisa que não existe, podemos considerar que é nada?

Tiago Fernandes Nº26 10ºH