31.1.11

Os desafios do multiculturalismo



Escolhe o idioma português em baixo.

FICHA FORMATIVA - ACÇÃO HUMANA

Esta ficha tem como objectivo avaliares-te quanto à aquisição e compreensão de conhecimentos, mas também corrigires alguns erros de aquisição desses mesmos conhecimentos. Depois de estudar, tenta realizá-la sem recorrer a apontamentos, mas se for necessário, não hesites em utilizá-los – esta é apenas uma ficha formativa! Bom trabalho.
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1. Sonhar, cantar num espectáculo de solidariedade, ressonar, ajudar alguém em apuros, transpirar, rir de uma anedota a que não achámos graça, comer, lavar os dentes, piscar os olhos quando se aproxima um objecto, desviar-se de um projéctil que nos surpreende.
1.1 Dos actos humanos apresentados sublinha os que constituem uma acção. Justifica as tuas escolhas.

2. Define acção.

3. «Pode haver acontecimentos sem acções, mas não acções sem acontecimentos». Explica a afirmação.

4. Relaciona os conceitos de motivo e fim.

5. “Hoje de manhã, quando passava pela pastelaria, o Beto desafiou-me a faltar à aula. A minha vontade inicial foi ficar com ele, mas, depois, pensei: ‘Se falto à aula, perco a matéria e a explicação do professor e, portanto, não vou compreender nada dos apontamentos dos meus colegas. O melhor é não faltar’. Por isso não faltei.”
5.1 Identifica no texto as palavras que expressam a acção do autor (que não é o Beto!), a deliberação e a decisão.

6. “Por muita determinação biológica e cultural que tenhamos, os homens podem sempre (...) optar por algo que não está no programa (...). Podemos dizer «sim» e «não», queremos ou não queremos. Por muito pressionados que nos vejamos pelas circunstâncias nunca temos um só caminho a seguir, mas vários.” Fernando Savater
6.1 Dá dois exemplos de cada uma das condicionantes da acção humana presentes no texto.
6.2 Identifica e caracteriza a posição/teoria defendida pelo autor em relação à questão «será o homem livre?»

7. “Que exigiremos da acção? Que modifique a realidade exterior e que nos forme.” Mounier
7.1 A partir desta afirmação redige um texto subordinado ao tema do agente criador, no qual coloques a questão da liberdade e das condicionantes da acção humana.

8. Lê atentamente os juízos que se seguem.
A. A justiça é algo de bom, a injustiça é algo de mau
B. O sangue é vermelho
C. A Gioconda é uma obra de uma beleza extraordinária
D. Matar é mau
E. A saúde é melhor que a riqueza
8.1 Identifica um juízo de facto.
8.2 Caracteriza a polaridade dos valores, utilizando dos juízos apresentados.
8.3 Identifica um juízo no qual seja clara uma hierarquização dos valores.
8.4 Identifica um juízo de valor estético.
8.5 Caracteriza o juízo de valor.

9. Responde apenas a uma das alíneas que se seguem.
9.1 Na tua opinião, os valores são subjectivos ou objectivos? Justifica.
9.2 Na tua opinião, os valores são históricos ou perenes? Justifica.

27.1.11

Música da semana #5

Retomando a rubrica «Música da Semana», eis mais uma amostra de como a música clássica pode ser divertida. Um autêntico roubo sinfónico, genial!

25.1.11

Um valor por dia: as gerações futuras

Na sequência do estudo dos critérios intersubjectivos ou universais, apresento-vos a intervenção magnífica de uma (quase) criança na ECO 92. Ela calou o mundo, nesse dia... e ainda hoje calaria.

24.1.11

Características dos valores

Serão os valores relativos ou absolutos, históricos ou perenes? A divertida BD que se segue ilustra a «guerra» entre os que defendem uma coisa ou outra. Faz um comentário acerca do conteúdo da BD.



18.1.11

Atenção: Matriz do Teste Intermédio de Filosofia

Como sabem, vão realizar o Teste Intermédio de Filosofia a 22 de Fevereiro de 2010. Convém prepararem-se desde já para o mesmo. Leiam a matriz AQUI.

Um valor por dia: a felicidade

Porque estamos estudando os valores, esta semana publicarei aqui um filme por dia sobre um determinado valor. Neste caso, trata-se do extracto de um documentário feito com pessoas de todo o mundo: 6 billion others.

16.1.11

Criado o novo blogue da turma!

O novo blogue da turma está a crescer. Visitem-no aqui.

Valores (apoio às aulas)

Experiência valorativa

Experiência que resulta do contacto com objectos, pessoas ou situações e pelo qual se tomam esses objectos, pessoas ou situações como positivos ou negativos. Ou seja, os seja a nossa relação com o mundo não é indiferente ou neutra, valora, avalia.

Valor

É a qualidade (positiva ou negativa) que um sujeito ou sociedade atribui a determinado objecto, acção, situação, ser real ou ser ideal, após apreciá-los. A qualidade atribuída pode ser mais ou menos positiva, consoante o ideal que lhe serve de referência.

Ex. Ideal: O Bem (perfeito)

Graus de apreciação do Bem

Óptimo
Muito bom
Bom
Facto – neutro, sem valor ou valoração
Mau
Muito mau
Péssimo

Juízos de facto (de realidade)

Definição: afirmações/proposições que pretendem descrever a realidade.

Exs: Em 1999, 5,4 milhões de pessoas foram infectadas pelo HIV.

Características:

- Claros e objectivos: não dependem da vontade ou da preferência do sujeito
- Empiricamente verificáveis: podem ser confirmados com os factos
- Podem ser verdadeiros ou falsos
- Quando verdadeiros é possível o seu reconhecimento por todos: são indiscutíveis

Juízo de valor (de apreciação)

Definição: afirmações ou expressões que pretendem avaliar a realidade

Exs: Evitar o contacto com portadores do HIV é revelar uma atitude injusta.

Características:

- Subjectivos: resultam da apreciação ou valoração do sujeito
- Não são empiricamente verificáveis: o gosto não pode ser verificado, depende de sujeito para sujeito, é uma interpretação parcial e emotiva.
- Não são falsos nem verdadeiros
- Discutíveis

15.1.11

A história das coisas

Na sequência do que falámos sobre o agente criador, vale a pena ver o filme que se segue...



(Proposto inicialmente pelo T. Fernandes, do 10º H)

13.1.11

Crise planetária... da educação

Recentemente, Martha Nussbaum, publicou o livro Not for Profit: Why Democracy Needs Humanities. Eis alguns excertos:

"Atravessamos actualmente uma crise de grande amplitude e de grande envergadura internacional. Não falo da crise económica mundial iniciada em 2008; falo da que, apesar de passar despercebida, se arrisca a ser muito mais pre­judicial para o futuro da democracia: a crise planetária da educação."

"Ávidos de sucesso económico, os países e os seus sistemas educati­vos renunciam imprudentemente a competências que são indispensáveis à sobrevivência das democracias. Se esta tendência persistir, em breve vão produzir-se pelo mundo inteiro gerações de máquinas úteis, dóceis e tecnicamente qualificadas, em vez de cidadãos realizados, capazes de pensar por si próprios, de pôr em causa a tradição e de compreender o sentido do sofrimento e das realizações dos outros."

"Hoje continuamos a afirmar que queremos a democracia e também a liberdade de expressão, o respeito pela diferença e a compreensão dos outros. Pronunciamo-nos a favor destes valores, mas não nos detemos a reflectir no que temos de fazer para os transmitir à geração seguinte e assegurar a sua sobrevivência."

Quem quiser fazer um trabalho sobre o tema peça-me o texto completo.

11.1.11

Ler é bom #2

Questões radicais sobre um tema: criação do Homem e do mundo

- Quem criou o mundo?
- Se foi Deus que criou o mundo e o Homem, e se Deus é perfeito, por que razão existem pessoas com grandes distúrbios e o mundo não é perfeito?
- Se o Homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, porque é que ele não é perfeito?
- Como é que podemos ter a certeza que Deus existiu e foi Ele que criou o Homem e o mundo?
- Se Deus existe porque é que existe guerra no mundo, não devia perdoar e “melhorar” tudo?
- Quem criou Deus?
- Como podemos saber que não foi o Homem a criar Deus em vez de ser ao contrário?
- Se a partir de Deus se criaram os Homens, porque não somos todos iguais?

Marta Borges
Nº1 10ºH

10.1.11

Desligar para ligar-se



Se bem se recordam o tema deste filme foi objecto de debate no início do ano. Estar ligado pode significar estar desligado?

2.1.11

Lentidão e velocidade

Se tivesses que escolher, escolherias a velocidade ou a lentidão? Desafio quem quiser a fazer um trabalho sobre este tema, a partir das fonte que se seguem...

1. A reedição bem-humorada de uma fábula conhecida:



2. A história de um mergulho e de uma «mudança táctica radical»:



(Escolhe as legendas em português de Portugal)

3. Fragmentos de «A Lentidão», Milan Kundera:

“... o homem curvado em sua motocicleta só pode se concentrar naquele exato momento de seu vôo; agarra-se a um fragmento retirado tanto do passado quanto do futuro; é arrancado da continuidade do tempo; está fora do tempo; em outras palavras, está num estado de êxtase; em tal estado, não sabe de sua idade, nada de sua mulher, nada de seus filhos, nada de suas preocupações e, portanto, não tem medo, pois a fonte do medo está no futuro e quem se liberta do futuro nada tem a temer. A velocidade é a forma de êxtase que a revolução técnica deu de presente ao homem. Ao contrário do motociclista, quem corre a pé está sempre presente em seu corpo, forçado a pensar sempre em suas bolhas, em seu fôlego; quando corre, sente seu peso, sua idade, consciente mais do que nunca de si mesmo e do tempo de sua vida. Tudo muda quando o homem delega a uma máquina a faculdade de ser veloz: a partir de então, seu próprio corpo fica fora do jogo e ele se entrega a uma velocidade que é incorpórea, imaterial, velocidade pura, velocidade em si mesma, velocidade êxtase.”

“Quando as coisas acontecem rápido demais, ninguém pode ter certeza de nada, de coisa nenhuma, nem de si mesmo. Quando evoquei a noite de Madame de T., lembrei a equação bem conhecida de um dos primeiros capítulos do manual da matemática existencial: o grau de velocidade é diretamente proporcional à intensidade do esquecimento. Dessa equação, podemos deduzir diversos corolários, este, por exemplo: nossa época se entrega ao demônio da velocidade e é por essa razão que se esquece tão facilmente de si mesma. Ou prefiro inverter essa afirmação e dizer: nossa época está obcecada pelo desejo do esquecimento e é para saciar esse desejo que se entrega ao demônio da velocidade; acelera o passo porque quer nos fazer compreender que não deseja mais ser lembrada; que está cansada de si mesma; enjoada de si mesma; que quer soprar a pequena chama trêmula da memória.”