- Proposta de trabalho -
No âmbito da dimensão pessoal da ética, poderás fazer trabalho de pesquisa sobre uma das personagens históricas ou do mundo da cultura referidas em aula, a saber: Sophia de Mello Breyner Andersen, Caravaggio, Salvador Dali,Ingmar Brgman, Rosa-Parks, Martin Luther King. O trabalho é facultativo e poderá ser ou não apresentado à turma. Para além da nota biográfica, deverá conter ainda ilustrações da «obra» da personagem e um parecer pessoal sobre a mesma.
24.2.11
Dimensão pessoal da ética
21.2.11
VALORES E CULTURA (material de apoio)
diversidade e diálogo de culturas
Objectivos:
- Tomar consciência do conhecimento que se tem da própria cultura e de culturas diferentes
- Definir cultura, socialização
- Distinguir etnocentrismo, relativismo cultural e multiculturalismo nas suas características e consequências.
Socialização: Processo através do qual os indivíduos adquirem e interiorizam os hábitos, costumes, crenças e valores da sua cultura. A socialização dá-se primeiramente no grupo familiar, na escola, com os amigos, no trabalho, e através dos meios de comunicação social.
Cultura: a totalidade de costumes, artes, ciências, comportamentos políticos e religiosos, produções de objectos (como habitação e vestuário) tomada como um todo integrado, que distingue uma sociedade de outra. (Ex. Cultura nórdica, cultura cigana, cultura árabe, cultura oriental).
Atitudes verificáveis na relação com outras culturas:
1. Etnocentrismo
Definição:
Visão centrada ou egocêntrica de uma cultura em relação às outras; avalia as outras culturas a partir de si própria (como cultura superior) e dos seus valores e padrões de comportamento
Características:
As culturas dominantes tendem a impor os seus valores e modelos de comportamento às minoritárias. Promove a assimilação da cultura alheia.
Consequências:
Racismo, genocídio, xenofobia, patriotismo ou nacionalismo exagerados.
2. Relativismo cultural
Definição:
Aceita e respeita a diversidade cultural; cada cultura só pode ser avaliada a partir de dentro, isto é, dos seus valores, ideias e padrões de comportamento.
Característica:
Há diferentes culturas que se toleram, mas que vivem de costas voltadas, sem contacto entre si, e que tendem a separar-se ou a isolar-se. Promove a separação e a indiferença entre culturas
Consequências:
Eventuais fenómenos de segregação – os guetos; aceitam-se atentados à pessoa, tais como a excisão feminina, a tortura, o trabalho infantil, a escravidão.
3. Interculturalismo
Definição:
Partindo do pressuposto de que a humanidade ganha com a diversidade cultural, propõe-se o contacto e o diálogo entre as diferentes culturas no sentido de estas se enriquecerem mutuamente.
Características:
Reconhece a natureza plural e diversificada da cultura humana.
Promove o contacto entre as diferentes culturas, porque parte do pressuposto que é possível a compreensão entre si.
Acredita que há vínculos que unem as diferentes comunidades.
Defende ser possível compartilhar valores e normas de convivência.
Assume a universalidade dos direitos humanos
Exige a prevenção dos conflitos.
Aposta na educação de valores universais.
Consequências:
Promove a integração e a interacção entre diferentes culturas.
Objectivos:
- Tomar consciência do conhecimento que se tem da própria cultura e de culturas diferentes
- Definir cultura, socialização
- Distinguir etnocentrismo, relativismo cultural e multiculturalismo nas suas características e consequências.
Socialização: Processo através do qual os indivíduos adquirem e interiorizam os hábitos, costumes, crenças e valores da sua cultura. A socialização dá-se primeiramente no grupo familiar, na escola, com os amigos, no trabalho, e através dos meios de comunicação social.
Cultura: a totalidade de costumes, artes, ciências, comportamentos políticos e religiosos, produções de objectos (como habitação e vestuário) tomada como um todo integrado, que distingue uma sociedade de outra. (Ex. Cultura nórdica, cultura cigana, cultura árabe, cultura oriental).
Atitudes verificáveis na relação com outras culturas:
1. Etnocentrismo
Definição:
Visão centrada ou egocêntrica de uma cultura em relação às outras; avalia as outras culturas a partir de si própria (como cultura superior) e dos seus valores e padrões de comportamento
Características:
As culturas dominantes tendem a impor os seus valores e modelos de comportamento às minoritárias. Promove a assimilação da cultura alheia.
Consequências:
Racismo, genocídio, xenofobia, patriotismo ou nacionalismo exagerados.
2. Relativismo cultural
Definição:
Aceita e respeita a diversidade cultural; cada cultura só pode ser avaliada a partir de dentro, isto é, dos seus valores, ideias e padrões de comportamento.
Característica:
Há diferentes culturas que se toleram, mas que vivem de costas voltadas, sem contacto entre si, e que tendem a separar-se ou a isolar-se. Promove a separação e a indiferença entre culturas
Consequências:
Eventuais fenómenos de segregação – os guetos; aceitam-se atentados à pessoa, tais como a excisão feminina, a tortura, o trabalho infantil, a escravidão.
3. Interculturalismo
Definição:
Partindo do pressuposto de que a humanidade ganha com a diversidade cultural, propõe-se o contacto e o diálogo entre as diferentes culturas no sentido de estas se enriquecerem mutuamente.
Características:
Reconhece a natureza plural e diversificada da cultura humana.
Promove o contacto entre as diferentes culturas, porque parte do pressuposto que é possível a compreensão entre si.
Acredita que há vínculos que unem as diferentes comunidades.
Defende ser possível compartilhar valores e normas de convivência.
Assume a universalidade dos direitos humanos
Exige a prevenção dos conflitos.
Aposta na educação de valores universais.
Consequências:
Promove a integração e a interacção entre diferentes culturas.
13.2.11
FICHA FORMATIVA (Correcção)
1. Sonhar, cantar num espectáculo de solidariedade, ressonar, ajudar alguém em apuros, transpirar, rir de uma anedota a que não achámos graça, comer, lavar os dentes, piscar os olhos quando se aproxima um objecto, desviar-se de um projéctil que nos surpreende.
1.1 Dos actos humanos apresentados sublinha os que constituem uma acção. Justifica as tuas escolhas.
Porque são actos que implicam necessariamente consciência e intenção. Não é possível realizá-los sem ser consciente e voluntariamente.
2. Define acção.
Acção é uma interferência consciente e voluntária de um homem ou de uma mulher (o agente) no normal decurso das coisas, que sem a sua interferência haveriam seguido um caminho distinto do que por causa da acção seguiram.
Outras:
Definição do Dicionário do Manual ou do Glossário.
3. «Pode haver acontecimentos sem acções, mas não acções sem acontecimen-tos». Explica a afirmação.
É acontecimento tudo aquilo que ocorre no mundo, independentemente de ter sido provocado pelo homem ou não. Assim, uma tempestade é um acon-tecimento, mas não depende da vontade do homem, não é uma acção. Já uma acção, sendo «interferência consciente e voluntária de um homem ou de uma mulher (o agente) no normal decurso das coisas», manifesta-se sob a forma de acontecimento, inevitavelmente, porque modifica o estado do mundo.
4. Relaciona os conceitos de motivo e fim.
Todas as acções têm de ter um motivo e uma finalidade, ou seja, não há acção que não tenha uma razão que conduziu o agente a realizá-la (o motivo) e um objectivo para a realizar (o fim ou finalidade). Estes dois conceitos da rede conceptual do discurso da acção humana relacionam-se necessariamente na medida em que são eles que marcam a direcção ou rumo de uma acção pre-tendida, o seu princípio e o seu fim, constituindo o seu projecto. (Ver «Momen-tos da acção»)
5. “Hoje de manhã, quando passava pela pastelaria, o Beto desafiou-me a faltar à aula. A minha vontade inicial foi ficar com ele, mas, depois, pensei: ‘Se falto à aula, perco a matéria e a explicação do professor e, portanto, não vou com-preender nada dos apontamentos dos meus colegas. [Deliberação] O melhor é não faltar’. [Decisão] Por isso não faltei. [Acção]”
5.1 Identifica no texto as palavras que expressam a acção do autor (que não é o Beto!), a deliberação e a decisão.
6. “Por muita determinação biológica e cultural que tenhamos, os homens podem sempre (...) optar por algo que não está no programa (...). Podemos dizer «sim» e «não», queremos ou não queremos. Por muito pressionados que nos vejamos pelas circunstâncias nunca temos um só caminho a seguir, mas vários.” Fernando Savater
6.1 Dá dois exemplos de cada uma das condicionantes da acção humana presentes no texto.
Condicionantes biológicas: doenças genéticas, constituição física, altura corporal…
Condicionantes culturais: maneira de vestir, a língua, costumes…
6.2 Identifica e caracteriza a posição/teoria defendida pelo autor em relação à questão «será o homem livre?»
Fernando Savater defende a teoria do determinismo moderado, uma vez que não negando que há determinações biológicas e culturais, acredita que, mesmo assim, o agente pode escolher algo fora dessa programação, ou seja, acredita que o homem tem livre-arbítrio. O determinismo moderado defende, portanto, a tese de que o homem é livre, apesar de admitir as condi-cionantes. Para tal apresenta dois argumentos. Por um lado, aceitando que as nossas acções são influenciadas a partir de fora, acrescenta que essa influên-cia não é suficientemente forte para impedir a escolha, isto é, que o agente escolhe agir de uma forma não prevista pela causa exterior. Por outro lado, na medida em que é o agente que tem os seus motivos, o seu carácter e a sua vontade, a acção é sempre a sua acção e não da causa exterior (seja ela biológica, cultural ou de outro tipo).
7. “Que exigiremos da acção? Que modifique a realidade exterior e que nos forme.” Mounier
7.1 A partir desta afirmação redige um texto subordinado ao tema do agente criador, no qual coloques a questão da liberdade e das condicionantes da acção humana.
Independentemente do que defendamos teoricamente, agimos como se o homem fosse livre, ou seja, na prática, quase todos defendemos o determinismo moderado. Significa isto que, apesar das condicionantes da acção acreditamos que somos livres. Mas não basta defendermos que somos livres. Se nos limitamos a defendê-lo teoricamente, continuaremos prisioneiros das condicionantes. Por isso o agente deverá ser mesmo um agente, alguém que pratica acções, alguém que cria algo de novo, um agente criador. Tal como Mounier diz, é preciso que a acção (através do trabalho) transforme o mundo, lhe dê outra forma. Mas não só. O homem, enquanto agente criador, é chamado a formar-se, a aprender, a modificar através da acção, estudo e reflexão, a sua própria maneira de ser, repercutindo-se isso na sociedade em que vive.
8. Lê atentamente os juízos que se seguem.
A. A justiça é algo de bom, a injustiça é algo de mau
B. O sangue é vermelho
C. A Gioconda é uma obra de uma beleza extraordinária
D. Matar é mau
E. A saúde é melhor que a riqueza
8.1 Identifica um juízo de facto.
B
8.2 Caracteriza a polaridade dos valores, utilizando os juízos apresen-tados.
Todos os valores têm um pólo positivo e outro negativo, ou seja, a um valor corresponde o seu contrário. Isso mesmo está patente no juízo A: «A justiça é algo de bom, a injustiça é algo de mau».
8.3 Identifica um juízo no qual seja clara uma hierarquização dos valores.
A. A saúde é melhor que a riqueza
8.4 Identifica um juízo de valor estético.
B. A Gioconda é uma obra de uma beleza extraordinária
8.5 Caracteriza o juízo de valor.
Sendo os juízos de valor afirmações que exprimem uma apreciação da realidade, eles dependem do sujeito que valora essa realidade. Um sujeito pode dar valor a uma paisagem por exemplo, afirmando que é bela, e outro sujeito dizer o contrário. Sendo subjectivos, os juízos de valor poderão levar os sujeitos a discutirem (discutíveis), sem que se chegue a uma conclusão ou um acordo, porque o gosto não pode ser empiricamente verificado. Não há maneira de verificar se o gosto de uma pessoa é superior ao de outra, uma vez que o gosto é sempre uma interpretação parcial e emotiva, dependente da sensibilidade e da história pessoal de cada sujeito. Daí que, em última análise, os juízos de valor não sejam nem falsos nem verdadeiros. Para o sujeito X pode ser sentido como verdadeiro, mas para o sujeito Y não.
9. Responde apenas a uma das alíneas que se seguem.
9.1 Na tua opinião, os valores são subjectivos ou objectivos? Justifica.
9.2 Na tua opinião, os valores são históricos ou perenes? Justifica.
9.1 Na minha opinião, os valores são subjectivos e objectivos. Subjectivos, na medida em que a valoração é sempre feita por um sujeito: sem o sujeito não fazia sentido haver valores. Seriam valores para quem ou para quê? Por outro lado, é necessário que haja características no objecto ou no próprio valor que o tornem valiosos: o ouro é valioso porque é raro, tem uma cor especial, é duro e maleável; da mesma forma, a justiça é valiosa porque dela depende o correcto funcionamento de uma sociedade.
9.2 Na minha opinião, os valores são históricos, na medida em que de época histórica para época histórica as hierarquias de valores vão mudando e talvez até se possa defender que haja valores que em determinadas épocas históricas não eram valorizados, como a justiça ou o amor. Porém, pode-se objectar dizendo que, apesar de esses valores não serem valorizados pela maioria, eles não deixaram de existir (fazem parte da natureza humana). Por exemplo, homens e mulheres sempre se apaixonaram, independentemente de os casa-mentos serem combinados. Por outro lado, a falta de justiça de outras épocas fazia com que os injustiçados considerassem precisamente a justiça como um valor. Assim, podemos dizer que, embora avaliados de maneiras diferentes, há alguns valores que fazem parte da condição humana, sendo por isso perenes.
1.1 Dos actos humanos apresentados sublinha os que constituem uma acção. Justifica as tuas escolhas.
Porque são actos que implicam necessariamente consciência e intenção. Não é possível realizá-los sem ser consciente e voluntariamente.
2. Define acção.
Acção é uma interferência consciente e voluntária de um homem ou de uma mulher (o agente) no normal decurso das coisas, que sem a sua interferência haveriam seguido um caminho distinto do que por causa da acção seguiram.
Outras:
Definição do Dicionário do Manual ou do Glossário.
3. «Pode haver acontecimentos sem acções, mas não acções sem acontecimen-tos». Explica a afirmação.
É acontecimento tudo aquilo que ocorre no mundo, independentemente de ter sido provocado pelo homem ou não. Assim, uma tempestade é um acon-tecimento, mas não depende da vontade do homem, não é uma acção. Já uma acção, sendo «interferência consciente e voluntária de um homem ou de uma mulher (o agente) no normal decurso das coisas», manifesta-se sob a forma de acontecimento, inevitavelmente, porque modifica o estado do mundo.
4. Relaciona os conceitos de motivo e fim.
Todas as acções têm de ter um motivo e uma finalidade, ou seja, não há acção que não tenha uma razão que conduziu o agente a realizá-la (o motivo) e um objectivo para a realizar (o fim ou finalidade). Estes dois conceitos da rede conceptual do discurso da acção humana relacionam-se necessariamente na medida em que são eles que marcam a direcção ou rumo de uma acção pre-tendida, o seu princípio e o seu fim, constituindo o seu projecto. (Ver «Momen-tos da acção»)
5. “Hoje de manhã, quando passava pela pastelaria, o Beto desafiou-me a faltar à aula. A minha vontade inicial foi ficar com ele, mas, depois, pensei: ‘Se falto à aula, perco a matéria e a explicação do professor e, portanto, não vou com-preender nada dos apontamentos dos meus colegas. [Deliberação] O melhor é não faltar’. [Decisão] Por isso não faltei. [Acção]”
5.1 Identifica no texto as palavras que expressam a acção do autor (que não é o Beto!), a deliberação e a decisão.
6. “Por muita determinação biológica e cultural que tenhamos, os homens podem sempre (...) optar por algo que não está no programa (...). Podemos dizer «sim» e «não», queremos ou não queremos. Por muito pressionados que nos vejamos pelas circunstâncias nunca temos um só caminho a seguir, mas vários.” Fernando Savater
6.1 Dá dois exemplos de cada uma das condicionantes da acção humana presentes no texto.
Condicionantes biológicas: doenças genéticas, constituição física, altura corporal…
Condicionantes culturais: maneira de vestir, a língua, costumes…
6.2 Identifica e caracteriza a posição/teoria defendida pelo autor em relação à questão «será o homem livre?»
Fernando Savater defende a teoria do determinismo moderado, uma vez que não negando que há determinações biológicas e culturais, acredita que, mesmo assim, o agente pode escolher algo fora dessa programação, ou seja, acredita que o homem tem livre-arbítrio. O determinismo moderado defende, portanto, a tese de que o homem é livre, apesar de admitir as condi-cionantes. Para tal apresenta dois argumentos. Por um lado, aceitando que as nossas acções são influenciadas a partir de fora, acrescenta que essa influên-cia não é suficientemente forte para impedir a escolha, isto é, que o agente escolhe agir de uma forma não prevista pela causa exterior. Por outro lado, na medida em que é o agente que tem os seus motivos, o seu carácter e a sua vontade, a acção é sempre a sua acção e não da causa exterior (seja ela biológica, cultural ou de outro tipo).
7. “Que exigiremos da acção? Que modifique a realidade exterior e que nos forme.” Mounier
7.1 A partir desta afirmação redige um texto subordinado ao tema do agente criador, no qual coloques a questão da liberdade e das condicionantes da acção humana.
Independentemente do que defendamos teoricamente, agimos como se o homem fosse livre, ou seja, na prática, quase todos defendemos o determinismo moderado. Significa isto que, apesar das condicionantes da acção acreditamos que somos livres. Mas não basta defendermos que somos livres. Se nos limitamos a defendê-lo teoricamente, continuaremos prisioneiros das condicionantes. Por isso o agente deverá ser mesmo um agente, alguém que pratica acções, alguém que cria algo de novo, um agente criador. Tal como Mounier diz, é preciso que a acção (através do trabalho) transforme o mundo, lhe dê outra forma. Mas não só. O homem, enquanto agente criador, é chamado a formar-se, a aprender, a modificar através da acção, estudo e reflexão, a sua própria maneira de ser, repercutindo-se isso na sociedade em que vive.
8. Lê atentamente os juízos que se seguem.
A. A justiça é algo de bom, a injustiça é algo de mau
B. O sangue é vermelho
C. A Gioconda é uma obra de uma beleza extraordinária
D. Matar é mau
E. A saúde é melhor que a riqueza
8.1 Identifica um juízo de facto.
B
8.2 Caracteriza a polaridade dos valores, utilizando os juízos apresen-tados.
Todos os valores têm um pólo positivo e outro negativo, ou seja, a um valor corresponde o seu contrário. Isso mesmo está patente no juízo A: «A justiça é algo de bom, a injustiça é algo de mau».
8.3 Identifica um juízo no qual seja clara uma hierarquização dos valores.
A. A saúde é melhor que a riqueza
8.4 Identifica um juízo de valor estético.
B. A Gioconda é uma obra de uma beleza extraordinária
8.5 Caracteriza o juízo de valor.
Sendo os juízos de valor afirmações que exprimem uma apreciação da realidade, eles dependem do sujeito que valora essa realidade. Um sujeito pode dar valor a uma paisagem por exemplo, afirmando que é bela, e outro sujeito dizer o contrário. Sendo subjectivos, os juízos de valor poderão levar os sujeitos a discutirem (discutíveis), sem que se chegue a uma conclusão ou um acordo, porque o gosto não pode ser empiricamente verificado. Não há maneira de verificar se o gosto de uma pessoa é superior ao de outra, uma vez que o gosto é sempre uma interpretação parcial e emotiva, dependente da sensibilidade e da história pessoal de cada sujeito. Daí que, em última análise, os juízos de valor não sejam nem falsos nem verdadeiros. Para o sujeito X pode ser sentido como verdadeiro, mas para o sujeito Y não.
9. Responde apenas a uma das alíneas que se seguem.
9.1 Na tua opinião, os valores são subjectivos ou objectivos? Justifica.
9.2 Na tua opinião, os valores são históricos ou perenes? Justifica.
9.1 Na minha opinião, os valores são subjectivos e objectivos. Subjectivos, na medida em que a valoração é sempre feita por um sujeito: sem o sujeito não fazia sentido haver valores. Seriam valores para quem ou para quê? Por outro lado, é necessário que haja características no objecto ou no próprio valor que o tornem valiosos: o ouro é valioso porque é raro, tem uma cor especial, é duro e maleável; da mesma forma, a justiça é valiosa porque dela depende o correcto funcionamento de uma sociedade.
9.2 Na minha opinião, os valores são históricos, na medida em que de época histórica para época histórica as hierarquias de valores vão mudando e talvez até se possa defender que haja valores que em determinadas épocas históricas não eram valorizados, como a justiça ou o amor. Porém, pode-se objectar dizendo que, apesar de esses valores não serem valorizados pela maioria, eles não deixaram de existir (fazem parte da natureza humana). Por exemplo, homens e mulheres sempre se apaixonaram, independentemente de os casa-mentos serem combinados. Por outro lado, a falta de justiça de outras épocas fazia com que os injustiçados considerassem precisamente a justiça como um valor. Assim, podemos dizer que, embora avaliados de maneiras diferentes, há alguns valores que fazem parte da condição humana, sendo por isso perenes.
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