28.10.10

A introdução das novas tecnologias nas relações humanas:

Piorou as relações humanas, na medida em que:

- Diminuiu a convivência entre pares no mundo exterior, não virtual;

- Aumentou o perigo de ataques de predadores sexuais (pedofilia) e aumentou os roubos feitos virtualmente e fisicamente, devido à facultação de dados pessoais;

- Surgiram novos perigos tais como contactar com gente desconhecida;

- Podemos não responder, porque cara a cara sentimos essa obrigação;

- As relações tornaram-se menos humanas, mais indirectas;

- As conversas e as experiências tornaram-se mais superficiais;

- As tecnologias criaram dependência;

- O facto de a escrita permitir pensar antes, torna as relações menos genuínas, menos sinceras.


É uma questão complexa, na medida em que:

- Aproxima os que estão mais longe mas afasta os que estão perto, fazendo assim com que nos isolemos no nosso mundo de tecnologia.

- As tecnologias devem facilitar as relações humanas, mas é preciso aprender a utilizá-las (conhecer os perigos, usar a tecnologia moderadamente, evitando a viciação) .


Melhorou as relações humanas, na medida em que:

- Passaram a existir mais formas de fazer amizades;

- FacilItou a vida e tornou-a mais cómoda;

- Há agora um melhor acesso à informação e à comunicação;

- O mundo está mais ligado, é uma “Aldeia Global”, o que quer dizer que interliga todo o mundo por uma simples janela, por exemplo: a internet.

(Resultado de um debate da turma C, do 10º ano)

27.10.10

Músicas(s) da semana #2

Quem não gosta de música clássica? De heavy metal, de Mickael Jackson? Ora experimentem ouvir estes senhores...





O MozART Group é um quarteto de cordas clássico que consegue tocar qualquer tipo de música com humor, e em qualquer situação.

Em declarações de amor:
http://www.youtube.com/watch?v=12Wg-S1MZG0&feature=related
No dentista:
http://www.youtube.com/watch?v=MCNHhrv_qzc&feature=related
Trailer de alguns dos seus melhores momentos:
http://www.youtube.com/watch?v=SLYgVbVRoqk

Etc. É só procurá-los no Youtube...

22.10.10

Música(s) da semana #1

Abro, com esta música simples e muito significativa, uma rubrica para a qual todos os alunos podem contribuir com as suas sugestões. Seria interessante alguém garantir pelo menos a publicação de um tema por semana. Mas atenção: tragam à boca de cena preciosidades , coisas originaisque poucos conheçam, não hits da rádio e ou da MTV. Neste caso, trata-se uma experiência musical realizada a partir do som de um objecto que a todos é muito familiar... Com este tema, o despertar pode tornar-se coisa agradável...

18.10.10

Regras para responder aos testes de Filosofia

1. Deve-se ler o teste todo antes de começar a responder. Desse modo ter-se-á uma visão de conjunto, para além dessa leitura poder ajudar nas respostas.

2. Os parâmetros de avaliação e as cotações devem funcionar como uma orientação para a forma como responder e para aferir a profundidade exigida.

3. Os verbos a negrito requerem uma atenção redobrada porque se trata de com-preender o que é pedido na questão. (Ver folha dos Verbos dos Objectivos).

4. A enunciação simples dos conteúdos não é suficiente para obter cotação comple-ta, a não ser quando se pede uma enunciação.
Exs.: Se a questão é: Caracteriza a ciência quanto ao objecto e quanto ao método, não basta responder: «o objecto é parcial e o método é o experimental». Se a questão é: Identifica o tipo de saber presente na afirmação «o que sobe tem que descer», a resposta já pode ser simplesmente: «O tipo de saber presente na afirmação é o senso comum».

5. Quando as questões pedem análise, comentário, ou explicação, a apresentação simples dos conteúdos é insuficiente: é preciso aplicar os conteúdos de uma forma pessoal, respondendo expressamente à questão.

6. As respostas que são resultado apenas de memorização de apontamentos ou fra-ses do Manual e portanto apresentadas de forma literal, impessoal e acrítica, não podem ser valorizadas na totalidade. Neste caso apenas se poderá valorizar a adequação da resposta à questão.

7. As afirmações contraditórias implicam desconto na cotação. Ex.: «O método da filosofia é universal e cada filósofo tem o seu método».

8. Todas as frases citadas devem vir entre aspas. Quando existe um texto, em geral, deve-se citar o mesmo na resposta.

O significado dos verbos utilizados nos testes

Quando se enfrenta uma prova escrita, a primeira coisa a fazer é ler todo o enunciado e respectivas instruções. Com uma visão global do teste, é mais fácil tomar decisões sobre a forma de organizar as respostas e distribuir o tempo.

Cada pergunta merece uma leitura atenta para que não haja dúvidas sobre o que se pede. Para isso, torna-se necessário conhecer bem o significado dos verbos que introduzem as perguntas dos testes.

Eis o significado habitual de alguns verbos utilizados com mais frequência nos testes de Filosofia.


Indicar, enunciar, enumerar – dizer qual é ou quais são de forma breve.

Definir – apresentar o significado exacto.

Caracterizar – pôr em evidência as características, mostrar os elementos principais de algo ou os elementos distintivos em relação a outra realidade.

Analisar – mostrar a estrutura, os elementos e o sentido de algo.

Comentar – tomar uma posição fundamentada.

Relacionar – estabelecer relações entre duas ou mais realidades.

Demonstrar – apresentar provas.

Discutir – defender ou atacar uma tese.

Criticar – dar uma opinião pessoal. Tomar uma opinião a favor ou contra.

Avaliar – mostrar o valor ou a validade.

Distinguir – mostrar as diferenças.

Comparar – apresentar semelhanças e diferenças.

Interpretar – esclarecer o sentido.

Justificar – dizer porquê, esclarecer porque se defendo determinada opinião ou tese, apresentar provas.

Identificar – dizer quem é ou o que é (em geral destacando-o de outros elementos também presentes).

Fundamentar – mostrar as bases de um pensamento alheio ou próprio. (Cf. Justificar).

Explicar – desenvolver, para tornar inteligível; clarificar o sentido.

Sintetizar ou resumir – apresentar de forma breve algo que foi exposto de forma mais extensa, incluindo os elementos principais, indispensáveis, e ignorando os secundários.

16.10.10

Orientações para o primeiro teste

Introdução:

O que se segue não a «matéria para o teste», mas apenas um guião com os tópicos da matéria. Para estudares para o teste, deves seguir o guião de «como estudar Filosofia», já publicado neste blogue.

Nestas primeiras aulas, tentámos responder por aproximações sucessivas a uma só pergunta: «O que é a Filosofia?» Eis a sequência dessas tentativas…

Tópicos:

1. Questões filosóficas e não filosóficas

Filosofar é uma actividade própria do ser humano. É questionar o mundo, o que nos rodeia. Uma criança filosofa. Mas nem todas as perguntas são filosóficas.

Como distinguimos umas das outras?

As questões filosóficas são:
- mais profundas, mais abrangentes, mais radicais… e dizem respeito ao ser humano.

2. Filosofar espontâneo e filosofar sistemático

Mas se todos filosofamos, porquê uma disciplina como a filosofia?

Porque existem pessoas que se dedicam sistematicamente ao estudo de certas questões – os filósofos. O que distingue a actividade do homem comum da do filósofo?

- Consultar quadro da distinção entre Filosofar espontâneo e Filosofar sistemático (caderno diário)

3. Temas abordados pelos filósofos (sistemáticos)

Algumas perguntas do homem comum, que o filósofo tenta responder mais aprofundadamente e que constituirão os temas gerais de estudo deste ano.

- Consultar no quadro das Áreas de Reflexão da Filosofia os «Problemas dos Agir».

Deverás saber fazer correspondências entre as disciplinas filosóficas da Axiologia, Ética, Estética e Religião e as questões filosóficas enunciadas nesse quadro.

4. Definição etimológica do termo «filosofia» e suas consequências

«Filosofia» significa etimologicamente «amor ao conhecimento». Por isso deverás saber responder a estas perguntas: O que caracteriza o conhecimento? E o amor? Como se articulam conhecimento e saber/conhecimento? Para isso…

- Consultar: manual (p. 13), caderno diário (brainstormings e conclusões tiradas a propósito do conhecimento e do amor), textos de apoio números 3, 5 e 6.

- Elaborar um texto em que aproximes e articules o que aprendeste sobre o conhecimento (o que é e o que não é; incerteza, aventura, etc.) e o amor (atracção, curiosidade, etc.) que ajude a definir filosofia.

5. A definição de Filosofia como problema filosófico

- Consultar ficha com o mesmo nome

6. O surgimento histórico da filosofia

- Contexto histórico mundial (sem pormenores)

- O «milagre grego» (ver ficha «Princípio histórico da Filosofia – sobre o «Milagre grego»)

a) Definição
- Explicar parágrafo estudado

b) Características
- Explicar o parágrafo sobre as características (ficha)
- Distinguir Mito e Filosofia (ver caderno diário)

c) Condições
- Ler o parágrafo correspondente (ficha)
- Estudar condições para o surgimento da filosofia na Grécia (caderno diário)


7. Outra tentativa de definição de Filosofia: as características essenciais da Filosofia


- Consultar:
- Texto «Historicidade da reflexão filosófica»
- Fichas das características (historicidade, radicalidade e universalidade)
- Caderno diário
- Manual (p. 13)

Objectivo: identificar estas características em textos e explicá-las

Como estudar Filosofia

Idealmente, o estudo deve ser contínuo, mas a aproximação de um teste sumativo exige uma preparação especial. Na aula de revisões, o estudo deve estar praticamente concluído, para o professor esclarecer as dúvidas que ainda subsistam. Até aí, propomos-te o método de estudo que se segue.

1. A preparação (organização do material)

1. Elaborar uma folha com os tópicos ordenados da matéria (temas estudados).
2. Apontar nessa folha as páginas do manual adoptado, respeitantes aos temas estudados.
3. Verificar se o caderno diário está em dia (sumários, objectivos das aulas e apontamentos) e completá-lo, se necessário.
4. Organizar o material de apoio material de apoio fornecido pelo professor (fichas, quadros e texto), segundo a ordem da folha dos tópicos.
5. Elaborar folhas com objectivos das aulas.

2. O estudo

1. Leitura integral do material ordenado (manual, apontamentos do caderno diário, fichas, quadros e textos, fornecidos pelo professor), seguindo tópico a tópico, a folha com a matéria.
2. Seguindo de novo a folhas dos tópicos, verificar que partes da matéria oferecem ainda dúvidas. Esclarecê-las com o professor ou colegas.
3. Responder por escrito aos objectivos da folha dos objectivos, utilizando os apontamentos, o manual, os quadros e os textos estudados
4. Fazer exercícios de escrita: resumos, resolver actividades de novo, analisar e comentar um texto.
5. Repetir o ponto 2.